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Inn saie

A vida é mesmo muito louca. Muito louca mesmo. Às vezes você filosofa sobre ela e ela te devolve fatos. Ações. A vida é construída nas vontades do pensamento mas principalmente nos atos. Que adianta pensar e não agir. Eu falo demais porque penso demais e falando consigo resolver algumas questões que têm urgência em sair da minha cabeça. E por falar demais quase sempre meto os pés pelas mãos. Mas quer saber, uma hora encontrarei um pouco de equilíbrio. E ele será conquistado com ajuda. Ninguém faz nada sozinho. Muito menos que aparenta a perfeição. Essa loucura de nuvem nos deixa bem confiantes porque o virtual é fácil demais. Quero ver contar a verdade. Essa ninguém quer mesmo ouvir. Mas quer saber, eu vou continuar falando demais e errando o timing e vou continuar fugindo para a beleza e superficialidade das redes sociais de vez em quando porque esse mundo já não é o mesmo de antes e é preciso seguir em adaptação. Quem não tem cão, caça com gato. Não significa que eu não facilmente tr...

ready to start

O avião atrasou. Quarenta e cinco minutos pra ser mais exata. Eu já estava acordada desde as 3h50, esperando o alarme do novo celular funcionar. Ele deveria despertar às 4. E porque nunca durmo direito quando vou viajar cedo. Fui dormir à meia noite depois de trabalhar em pé por quase 12 horas. Foram dois dias de trabalho intenso no preparo de mais de dez quilos de bolachinhas diversas que trago na mala de mão. Não quis despachar para garantir a integridade física de craquelookies e rachadinhos. E só posso torcer para que cheguem sãs e salvas ao destino final. Pois bem, estamos decolando às 6h37. O sol nascendo lá fora. Já avisei meu pai que o voo vai atrasar. Mas ele, como pontual que é, estará me esperando quando eu chegar em Guarulhos. Para passar o tempo, to ouvindo músicas no spotify. As playlists da vida, construídas em minutos, porque esse é o melhor aplicativo de todos os tempos. E nem preciso de internet. Só memória no celular. Foi por isso que comprei um modelo novo com mai...

meg colt

A moça que escreve sobre ansiedade fez um desabafo que me tocou profundamente outro dia. Como ela, sempre enfrentei a tal ansiedade sem saber ao certo o que era. Só sei que me dava dor de barriga sempre que eu precisava enfrentar algo que me causava um certo medo. Algo inusitado ou inédito. E para superar, criei um toc com as mãos que me acalmava. Coçava o dedo indicador no dedão rapidamente e sempre escondido para aliviar a tensão.  A irmã descobriu e tirou sarro. Contou para todo mundo e todo mundo passou a prestar atenção no toc quando eu ficava nervosa. E imitavam o gesto. Fazer o quê? Faz parte da vida. Cada um tem seu toc particular,  mas é mais fácil tirar sarro do toc alheio do que tentar entender. Ou respeitar. Tudo bem, não tem problema. Com o passar do tempo, descobri que escrever me ajudaria mais a processar a ansiedade. Criei este blog chamado "ansiedade antecipatória" para guardar sensações e acontecimentos. Tem gente que lê e entende, tem gente que já acha o no...

Ok

Sua vida sempre foi essa, você que não queria ver. Então siga. Ok. Mas isso não quer dizer que você vive a vida dos outros. Pelo contrário,  se doar é escolha sua. Ok. Dormir até tarde e ficar na TV três dias seguidos não é o problema. Problema seria se você não se incomodasse com isso. Ok. Você comenta com os amigos sobre a solidão  e eles te incluem na rotina deles para não te deixar tão só. Isso não é viver a vida deles. É carinho. Ok. Sem emprego, sem obrigações, neste momento tudo é meio confuso então o sofá parece um porto seguro. Não precisa ter medo. Ok. Você já provou que pode fazer o que quiser. Basta saber o que. E agora você quer é reconquistar a paz perdida nos últimos tempos. Ok. Essa paz que te fazia ser gentil e se importar com o outro, mas que lhe foi roubada pelas circunstâncias.  Ok. E você ainda tem recaídas e medos e angústias e foge pro sofá,  o velho amigo. Ok. E quando o amigo te pergunta como vai a vida solitária você, ...

quanto tempo

Eita nós quanto tempo não escrevo. Como não sei mais escrever no papel, só consigo ajeitar os pensamentos por aqui. Claro que poderia escrever num arquivo de word e salvá-lo numa pasta escondida no meio de outras tantas pastas do computador. Mas que graça teria? Desde que escrevi aqui pela última vez muita coisa mudou. Muita mesmo. Por exemplo, não sou mais jornalista. Temporariamente, claro. Porque acho que um jornalista nunca deixa de querer contar histórias. Por enquanto contarei as minhas mesmo. Se bem que este blog começou com a proposta de contar diversas histórias e acabei falando mais de mim. Um ato egocêntrico, admito, mas como conto com a participação de muita gente interessante nas minhas histórias, o leitor sempre acaba sabendo um pouco da vida de outro alguém. Vamos ver, desde novembro de 2016, já fui a dois casamentos , chorei mortes , lamentei doe nças de pess oas queridas , cont ratei estag iárias, aprend i a cortar várias fotos ao mesmo tempo no photoshop , fui hum...

quando não tem remédio, remediado está

To sem remédio há um par de meses já. E com muitas demandas. Sem o remédio, voltaram as crises de choro. Voltou também a vontade de escrever. Só não sei bem sobre o que quero falar. Muita coisa aconteceu nesse 2016 sincerão. Mudanças. Conquistas. Creio que o saldo é positivo, mas tem dias que dá vontade de colo de mãe. De cafuné de pai. Tem dia que queria comer bolinho de banana da vó. Podia ser até o pão com margarina torradinho na frigideira. Que saudade que deu dos cafés na cozinha da casa da rua soldado Cristóvão Moraes Garcia. A casa com o jardim mais bonito e rosado do Parque Novo Mundo. Que saudade que deu de ouvir o vô contar suas histórias. Ontem eu chorei do nada. A prima perguntou se tava tudo bem e disse que sim, que estava emocionada. Tinha acabado de colar a etiqueta da Doce Malô num pacote de biscoito de cacau. Nosso sonho tem uma cara. Nosso negócio tem um pedido. Dois, na verdade. E o que parece pouco para uns é demais para mim. Tão grande que transborda. Enquanto isso...

gourmetizando a escapada europeia

Nestas férias fiz algo que há tempos queria, mas não tinha coragem de fazer: viajei para a Europa. Fora a crise econômica, que faz qualquer um pensar duas vezes em gastar em euros e libras esterlinas, a vontade de investir num novo negócio me deixou em dúvida. Será que estava fazendo a coisa certa?  Depois de pouco pensar e muito agir - só assim para colocar os sonhos em prática - comprei passagem de avião, paguei hotéis, apartamentos, hostel, passagens de trem e coloquei roupas leves na mala, afinal seria verão no continente europeu. Eu e a Marian, amiga que me convidou para a aventura, partimos em busca de novas experiências em todos os sentidos, inclusive o paladar. Eu, principalmente. E lá fomos nós, experimentar. Na primeira parada, Paris. Minhas expectativas: pain au chocolat, eclair e macarron da Ladurrée. A realidade superou toda as minhas vontades. Apesar do sol na maior parte dos dias, o vento deixava o clima um tanto gelado e precisamos de blusa para dar conta de subir...